Enquanto meu corpo jaz abandonado, nesta beirada, lá fora, o vento levanta-se e manifesta a sua vontade. Dita ao palco a sua mudança de cenário, alçaria algo de novo a estes olhos verdes, antigo aos do vil mundo.
Dançarinos, vestidos de preto, mancham o céu enrolados numa liberdade verde. Sim! Verde! Porque o verde veste estes lados, estes meios e até o meu canto.
Voo alto! Quão alto pode voar um pássaro adormecido pelo sonho, sem saber se me estou a aproximar das nuvens ou do Sol. Mas saber, quem o tem? Quantos donos o matem em cativeiro? Os Ascenços? Os Iluminados? Os Nirvanas? Provavelmente só aqueles a quem a mão não consegue agarrar.
Voltemos a mim, porque hoje apetece-me fazer uma Ode rara em objecto, uma dedicada só a um Eu, um Eu que cada vez se torna mais difícil de ser agarrado.
Este Eu, é matéria que se desfaz ao som do vento e se transforma em imatéria mais velozmente do que muda o Céu na escuridão. Para os entendidos em física, ou até mesmo os que, tal como Eu, este Eu, apenas lêem uns livros, pela curiosidade da evolução, isto pode assustar! A matéria e a imatéria, juntas originam um “Big Bang”, e esse dita o futuro do Universo. Terei Eu, o tal EU, futuro dentro de mim? De novo o saber! Provavelmente estou na sua rota…
Joana Lemos
É espantoso como há coisas, interiormente, que para alguns custam a resolver e para outros se arrumam num piscar de olhos, mas isto de Ser Humano é mesmo assim, todos diferentes, todos diferentes.
Antes, a demora indicar-me-ia falta de maturidade, afinal não se trata de tal, nem de perto, nem de longe! É apenas Humanidade, algo diferente de sanidade. Porque sentir é tão irracional como resistir, e não me arrependo de, diferentemente dos outros, o saber fazer. Estou evoluindo a tempo inteiro, sim!
Joana Lemos
"Se não lutares por algo, morres por qualquer coisa"
Deparo-me sempre com perguntas, para muito inusitadas, quando tento entender a maravilha que é viver, perceber o rodízio de imperfeições prefeitas que são os seres que pairam neste lugar onde, seja por que motivo for, fomos depositados.
Mais um hoje em que a minha busca alcança uma dúvida, que mais precisam os seres para serem feliz? Se o Sol, o Ar, o Brilho, a Natureza e as suas Flores, as Estrelas, a Companhia e o Amor são para todos, porque é que a felicidade lhes falta?
O Sol que com a sua luz e calor faz crescer todos os alimentos que sustentaram o nosso físico, que directamente em nós renova nossas energias e nos dá cor e vida, está ao alcance de qualquer um, do seu posto avista todos os seres, cada um só tem que perceber a sua importância e aproveitar cada raio, porque cada raio é para si, para mais nada nem ninguém do que “si”.
O Ar, que nos oxigena todo o interior é “universal dentro da terra”, há com fartura mas precisamos de lhe extrair toda a sua potencialidade, como em tudo. É tão simples respirar e é tão grande essa dádiva, que a cada renovação deveríamos saber agradecer por poder fazê-lo.
O Brilho que nasce e se pões connosco, algo “impassavel”, único, que só a nós pertence, ninguém nos tira, ninguém nos pode tirar!
A Natureza e as suas flores que são o símbolo de nós próprios, que nos ensinam a viver, que nos alimentam, que nos relembram, a todo o instante, que a beleza é simples, que nós somos belos, que nós fazemos a beleza.
As Estrelas, onde buscamos inspiração para elevarmos nosso espírito, que nos fazem voar mais alto, que nos desafiam, que nos enternecem, que dão de comer à nossa imaginação.
Companhia, porque ninguém existe sem ela. Erradamente, o ser humano por não ver nenhum outro ser da mesma espécie espelhado nos seus olhos, julga que está só, é a tal “limitação”, limitação da cabeça, limitação do espírito, limitação do corpo, mas os seres que nos acompanham são tantos e todos belos, basta chamar por eles e eles mostram-se.
Amor, foi o Amor que nos criou, Amor do criador, Amor dos seres que nos deram este nascer físico, Amor por nós a uma vida incerta. Dar amor, receber amor, não existe simplicidade maior do que esta.
É com pesar que vejo, muitos serem abatidos, como se estivessem em guerra, por simples falta de Amor, e entendo o desalento mas para recebermos temos que, custa assim tanto dar amor, algo que não carece de pagamento?
Precisamos de mais que isto?
Joana Lemos
Estava a meio de um texto que pretendia partilhar convosco mas fui interpelada por um email que me deixou tão indignada que tive que adiar o meu debate interior para expor uma situação ainda mais absurda. Farei um resumo assim muito “à conto infantil” mas assim simplificamos a história.
“Indo eu, indo eu a caminho do almoço meu! Quando vejo um cartaz que me chama à atenção – Banco de Voluntariado Local, Inscreva-se!”
“Boa, vou já mandar um email a ver o que é preciso!” – e assim foi, a menina mandou um email, ao qual recebeu uma resposta que denotava alguma falta de coordenação mas, era o inicio, era uma coisa nova, acabadinha de criar, é normal que houvessem arestas por limar.
Meses, 2, depois, sem mais nem porquê, toca o telefone com a “Srª Drª L” (podem os contos infantis ter um pouco de ironia?), para marcar uma pequena entrevista, que não durava mais de 20 minutos, para um dia de semana e em horário laboral. Naturalmente que, uma menina que trabalha não tem disponibilidade para essas coisas mas, a vontade de ajudar realmente existe e porque não abdicar de 20 minutos da sua hora de almoço para ir à tal entrevista? Tudo bem!
Chega o dia e o local, e é só aguardar um bocadinho que a “Srª Drª L” já almoçou, mas a menina não, e vai tomar um cafezinho. E depois da bebida milagrosa lá se inicia uma hora de entrevista, com repetições baratas e promessas de brevidades, que vieram a revelar-se longas. Feito! É só aguardar a marcação da formação Obrigatória para Voluntários!
E como mais vale tarde do que nunca, chega finalmente o ignóbil email que marcava para daí a MENOS DE UMA SEMANA, a dita formação, num dia de semana, num horário laboral mais laboral não há, das 10:00 às 17:30.
E é agora que me meto a pensar, o voluntariado é exclusivo para desocupados ou querem mesmo que as pessoas faltem ao seu sustento para ir ajudar quem não tem o seu? Pensando bem, acho que para nos voluntariamos, devíamos pagar, sei lá, uma quota, um imposto, algo assim, pensem nisso com carinho!
O mais engraçado é que depois vão para a televisão, com a maior “cara de pau”, dizer que: “Há falta de solidariedade, as pessoas hoje em dia não se ajudam, não querem saber dos outros” e outra data de mesmices.
Ele, realmente, há coisas que dá que pensar, sim senhor…
Joana Lemos
Evoluindo a tempo inteiro.
Joana Lemos
Hoje, escrevo sobre coragem porque acho que ela é grande impulsionadora da procura de bens estar, por parte do ser humano. Vejamos se não é a coragem que nos faz largar a protecção e o conforto do útero materno e partir rumo ao frio e desconhecido mundo exterior. Certo é que não devemos estar conscientes do que realmente estamos a fazer mas também é certo que alguma força nos comanda nesse momento e essa força é A CORAGEM.
Coragem é nós e não os outros, não é incentivo de ninguém, não é opinião seja de quem for, é ultrapassar os nossos limites interiores, não os limites que os outros acham que devemos ter, porque a realidade é que só cada um conhece as suas emoções, a profundidade dos seus medos e se sair de casa e ir ali a Espanha dar um passeio, só, só porque lhe apetece, para os outros não é nada de especial, para quem o faz é tudo especial, porque essa é a sua coragem, porque esse foi um limite, que é só seu, que viu estendido, depois de centenas de hesitações.
Não há contagens físicas no que toca a decidir enfrentar, no sentir necessidade de mudar mas, devemos lembrar-nos que tudo depende de nós, que só existe um hoje e esse hoje nunca se voltará a repetir, se o perdemos não o podemos recuperar. É hoje que temos oportunidade de fazer o que já queríamos há tantos ontens, é hoje que a coragem se manifestará.
Joana Lemos
"Se alguma vez tiver que escolher entre o mundo e o amor, lembre-se: Se escolher o Mundo perde o Amor, se escolher o Amor conquistará o Mundo."
Albert E.
Chegou o Natal e, apesar da rima não ser nova, parece mesmo um Carnaval, como tal, temos que desejar um pouco mais do que o costume, mais bolo rei para nos empanturrar, mais açúcar para contrariar a amargura destas gentes e mais bombons para me embebedar.
Rompamos a tradição e bebemos só mais um copinho de Vinho do Porto, que é para ajudar os produtores, que vendem um produto único no mundo, que até Hollywood publicita mas que mesmo assim, dizem eles, não se conseguem manter.
Aos meus querido visitantes, desejo que, o Natal seja tal e qual desejem, não vou desejar mais do que isto pois o que eu desejo aos outros nem sempre coincidem com o que eles querem, assim sendo, hipocrisias ao lado, só vos desejo os vossos desejos, acrescentando um mimo, em nome próprio, que coragem não lhes falte para enfrentar 2012.
Ano que vem há mais!
Joana Lemos
P.S.: Já pensaram que o Natal pode ser o grande exemplo do que pode ser todo o ano? De que as familias e/ou amigos podem conviver em paz, reunir-se com alegria e viver com amor. Se é possivel um dia, também o é um ano. Aproveitem o Natal e tenham um Bom 2012. Desafiem-se a vós próprios e corrompam a falsidade e a hipocrisia. É uma oportunidade que ninguém devia desperdiçar! :)
Já pensaram que podem existir, no mundo, tantas línguas diferentes, para preicisamente, nos obrigar a parar e prestar atenção uns aos outros?
Joana Lemos
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